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Pedra na Vesícula: Leve Esta Questão a Sério!

Pedra na Vesícula: Leve Esta Questão a Sério!
Saber

Colelitíase | cálculo biliar | pedra na vesícula – Independentemente do nome pelo qual se chame esta condição, ela causa uma dor muito forte no lado direito do abdômen e inspira cuidados. E, se não for tratada pode levar até à obstrução intestinal.

As alterações da bile ou do funcionamento da vesícula – fatores que originam as pedras, estão relacionados a diversos fatores, como obesidade, perda súbita de peso, genética, desequilíbrio hormonal, uso de determinados medicamentos, doenças no fígado, gravidez, diabetes, hipotireoidismo, genética e a dieta.

Sabe-se que a alimentação pode ser muito importante para evitar o problema ou reduzir os sintomas de quem já o tem, mas ainda não passou pela cirurgia de retirada da vesícula.

Estilo de vida e alimentação – O que fazer? O que comer?

Em termos de prevenção é importante não saltar refeições: o jejum prolongado aumenta o risco de cálculos ou “pedra na vesícula”.

O doente que padece de litíase vesicular deve efetuar uma alimentação pobre em gorduras e prestar grande atenção ao perfil glicêmico, no caso de ser diabético.

Numa crise de vesícula, a alimentação deverá ser orientada pelo médico, após avaliação da gravidade do quadro clínico.

Tratamento da pedra na vesícula

O tratamento da enfermidade depende essencialmente dos sintomas apresentados. Os cálculos biliares assintomáticos descobertos por acaso durante a realização de outros exames, habitualmente, não necessitam, a princípio, de tratamento. É necessário, contudo, manter atenção aos sintomas relacionados aos cálculos e obter conselho médico em relação à situação clínica específica de cada paciente.

Para os cálculos que causam sintomas, a melhor opção é a remoção cirúrgica da vesícula biliar. Esta operação faz-se habitualmente por via laparoscópica (colecistectomia laparoscópica). A vesícula não é necessária para viver e a colecistectomia não tem consequências digestivas importantes.

O que causa pedra na vesícula?

Em relação às causas da formação da litíase biliar ou “pedra na vesícula”, admite-se que a bile possa ter demasiado colesterol ou bilirrubina ou, então, que a vesícula costuma não se contrair e esvaziar de forma adequada (“vesícula preguiçosa”).

Sintomas de pedra na vesícula

A litíase vesicular, colelitíase ou “pedra na vesícula” pode provocar sintomas importantes, a saber: dor na vesícula, às vezes confundida com dor de estômago, que pode durar de minutos a várias horas e que é caracterizada pelos seguintes sintomas:

  • Dor forte no lado direito ou na parte central do abdômen, abaixo do osso esterno;
  • Dor nas costas do lado direito, entre as omoplatas ou no ombro direito;
  • Náuseas e vômitos, agudizados com ingestão de alguns tipos de alimentos.

Estes sintomas podem suceder-se ao longo do tempo com periodicidade que varia de dias a meses – a chamada “crise de vesícula”.

Sinais e sintomas de alarme que aconselham o recurso imediato ao médico:

  • Dor tão intensa que não deixa o doente permanecer quieto;
  • Aparecimento de cor amarela nos olhos ou pele (icterícia), urina escura ou fezes claras;
  • Febre alta e arrepios.

Fundamental sempre, ao se manifestarem os sintomas, é marcar consulta com um médico especialista em vesícula biliar para que o problema não se agrave.

SAIBA SOBRE AS DOENÇAS RELACIONADAS AOS CÁLCULOS BILIARES

De todos os pacientes portadores de cálculos biliares, de 15 a 20% apresentarão complicações decorrentes mais graves. Elas podem ser referentes à obstrução da vesícula por cálculos maiores, como a colecistite aguda ou devido à migração dos cálculos biliares pequenos da vesícula para os dutos biliares, gerando a coledocolitíase, a colangite e a pancreatite aguda. Um risco associado à presença de cálculos de vesícula biliar é o desenvolvimento de câncer de vesícula.

A colecistite aguda é a complicação mais comum do cálculo de vesícula. Ela ocorre devido à implantação do cálculo biliar na saída da vesícula biliar, causando a obstrução persistente da vesícula e consequente inflamação e infecção. As características da dor da colecistite aguda são parecidas com a da cólica biliar. No entanto, de maior intensidade, o que a difere da cólica biliar e que pode persistir por alguns dias. Os sintomas se completam com náusea, vômito, anorexia (perda do apetite) e febre. O tratamento consiste na ressecção da vesícula biliar e a administração de antibióticos.

Já a coledocolitíase é o nome dado à impactação de cálculos biliares nos dutos biliares fora da vesícula. Na sua grande maioria, eles são originários da vesícula biliar, pois migram para o duto colédoco. Os sintomas são dor abdominal com cólica, que pode ser contínua ou intermitente, associadas à náusea e vômitos. Dependendo da intensidade da obstrução do duto, os pacientes apresentarão icterícia (coloração amarelada na pele e olhos) e urina escura (cor de “chá mate”). A icterícia ocorre devido ao acúmulo de líquido biliar que não foi esvaziado do duto devido à obstrução. O tratamento se inicia com a retirada do cálculo através de endoscopia digestiva ou durante o procedimento cirúrgico, seguido da ressecção da vesícula biliar.

Em se tratando de colangite, ela é a infecção causada pela impactação do cálculo no duto colédoco. Os sintomas são febre, icterícia e dor abdominal. Nos pacientes com infecção grave, pode haver alteração da pressão sanguínea e do pulso, assim como confusão mental. Estes, devem ser internados de forma urgente, devido ao risco de sepse (infecção generalizada). O tratamento inicial é realizado com a administração de antibióticos e hidratação. A seguir, o cálculo deve ser retirado do duto biliar. A ressecção da vesícula também deve ser realizada.

Quanto à pancreatite aguda ou inflamação do pâncreas, ela decorre da obstrução do duto do pâncreas por um cálculo que migrou da vesícula. Os sintomas são dor abdominal forte, febre, náusea e vômito, além de distensão abdominal. Em alguns casos a pancreatite pode ser severa, causando necrose e hemorragia do pâncreas com risco de morte evidente. O paciente será submetido à ressecção do cálculo, assim como nos casos anteriores. A retirada da vesícula biliar é realizada após a melhora dos sintomas da pancreatite.

O câncer da vesícula biliar é reconhecido como uma complicação potencial dos pacientes com cálculos em vesícula. Em particular, este quadro é mais frequente naqueles com cálculos únicos e grandes (principalmente os maiores que três centímetros). De 70 a 90% dos pacientes com câncer de vesícula apresentam cálculo biliar e 0,4% de todos eles com cálculo de vesícula apresentarão câncer na vesícula biliar.

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