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Endometriose – doença da mulher moderna em uma abordagem cirúrgica multidisciplinar

Endometriose – doença da mulher moderna em uma abordagem cirúrgica multidisciplinar
Dr. João Couto Responde

Mês da mulher – MARÇO AMARELO – mês mundial da conscientização da endometriose.

A endometriose é uma condição crônica, complexa e que exige uma avaliação clínica especialmente criteriosa da paciente.

Desta forma e primeiramente, é necessário determinar a extensão da doença, que pode não estar restrita apenas aos órgãos ginecológicos.

ENDOMETRIOSE PROFUNDA – Ocorre quando o foco invade o tecido por mais de 5mm, provocando lesões mais profundas. Pode comprometer o apêndice, útero, intestino, reto, vagina, bexiga e ureteres. Em ambos os casos existe tratamento. Pacientes mais novas apostam em medicação para suspender o fluxo menstrual: o que nem sempre tem um efeito satisfatório.

SINTOMAS DA ENDOMETRIOSE PROFUNDA – dor durante ou após as relações sexuais; dor na base das costas ou na parte inferior do abdômen durante a menstruação; dificuldade para urinar; urina com sangue: são as mais comuns.

CIRURGIA DE ENDOMETRIOSE PROFUNDA – Geralmente é realizada via videolaparoscopia, procedimento onde é possível a retirada de todo o tecido endometrial, evitando a retirada dos órgãos afetados. Esse procedimento procura manter a fertilidade da paciente.

Na endometriose profunda, a aderência do endométrio a essas estruturas corporais é profunda e bastante dolorosa, chegando a causar sérias lesões aos órgãos afetados.

MÉDICOS ENVOLVIDOS NA CIRURGIA – Preferencialmente, quando ocorrerem procedimentos cirúrgicos, é fundamental que se defina uma equipe multidisciplinar com cirurgião especializado em abdome e videocirurgia, juntamente com o cirurgião ginecologista para que se alcance os melhores resultados. Assim, cada especialista irá atuar na área específica de sua competência, onde o endométrio está presente.

A equipe multidisciplinar que participa da cirurgia de endometriose fará com que a portadora da doença obtenha um imprescindível atendimento personalizado. Também receberá cuidados mais consistentes, a partir do pré-operatório e inclusive no pós-operatório.

Experiências neste sentido revelaram que o impacto do tratamento cirúrgico de endometriose com uma equipe multidisciplinar se traduz em pacientes com melhor qualidade de vida após a cirurgia. Sempre que possível mantem a integridade uterina para possível gravidez, se for o desejo da paciente.

A ENDOMETRIOSE FORA DO ÚTERO

É uma doença difícil de diagnosticar. É grande o desconhecimento sobre os seus sintomas e os mais adequados tratamentos. Por isso, muitas mulheres, mesmo apresentando os sintomas, sofrem em silêncio e nem sabem que a têm.

Ela consiste na presença de tecido endometrial fora do útero. Este tecido, que habitualmente reveste a cavidade uterina, cresce no início do ciclo menstrual, transforma-se após a ovulação para permitir a implantação de um possível embrião e descama durante a menstruação para voltar a crescer no ciclo seguinte.

O tecido fora do útero ocorre de forma semelhante, pelo que os ciclos repetidos de crescimento e descamação (hemorragia) levam a inflamação e fibrose, que por vezes se associa a coleções de sangue e restos de células endometriais, chamados de endometriomas e apelidados de “quistos de chocolate”, pelo seu conteúdo castanho escuro.

Quando a condição clínica não é identificada, a mulher geralmente decide tomar analgésicos, antidepressivos e, até mesmo, opta por tratamento hormonal que são normalmente prescritos. Contudo, continuam a sofrer porque os medicamentos não conseguem trazer bons resultados e nem resolvem o problema.

Elas escondem e continuam com sua vida até que as coisas fiquem tão ruins que acabam no hospital, seja com fortes dores ou com sangramento.

PARA SUPERAR A DOENÇA PRECISAMOS COMPREENDÊ-LA EM TODOS SEUS ASPECTOS!

A apresentação da endometriose pode variar desde uma condição leve que passa despercebida ou provoque menstruações um pouco mais dolorosas até quadros clínicos graves, como endometriose profunda, que atinge também órgãos fora do sistema reprodutivo, como o intestino. Localizações como esta, intestinal, são de difícil acesso para o ginecologista.

Vários tipos de endometriose, com particularidades, podem surgir de acordo com os locais envolvidos:

  • Cavidade abdominal, que é a localização, de longe, mais frequente. Sobretudo endometriose pélvica, na parte inferior da cavidade abdominal (pelve), envolvendo lesões no peritoneu (endometriose peritoneal), que é a camada que recobre os órgãos abdominais ou mesmo envolvendo mais profundamente esses órgãos, nomeadamente a superfície uterina junto ao colo do útero (endometriose retrocervical e dos ligamentos do útero) trompas e ovários, no intestino grosso (endometriose intestinal) e na bexiga;
  • Umbigo (endometriose umbilical);
  • Endometriose na parede abdominal, sobretudo em cicatrizes abdominais, por exemplo na cicatriz de cesariana;
  • Muito raramente, outras localizações, como cavidade torácica (pulmões) ou outras.

Estima-se que em torno de 2% das mulheres em idade reprodutiva tenham endometriose e a identifiquem e outras mais podem ter a doença presente e não tratam ou o fazem com analgésicos. Como é uma doença dependente de estrogênios, geralmente resolve/melhora com a menopausa ou com tratamentos que a simulem.

Novo Hamburgo possui um CENTRO ESPECIALIZADO EM CIRURGIAS DE ENDOMETRIOSE.

SAIBA MAIS – cirurgiadeendometriose.com.br

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