post-title Novidades no Tratamento de Hérnias e Estatísticas no Brasil e no Mundo

Novidades no Tratamento de Hérnias e Estatísticas no Brasil e no Mundo

Novidades no Tratamento de Hérnias e Estatísticas no Brasil e no Mundo
Saber

A volta dos eventos presenciais para o Dr. João Couto Neto, cirurgião que é referência em suas áreas de atuação na região do Vale do Sinos e Grande Porto Alegre, foi com sua participação nos dias 2, 3 e 4 de dezembro, em Salvador-Bahia, do Congresso Brasileiro de Hérnia.

Com mais de 400 participantes, o evento foi realizado com o objetivo de oferecer atualização científica aos profissionais, com a apresentação do que há de mais novo e tecnológico para o tratamento das hérnias abdominais.

O congresso reuniu como palestrantes, especialistas de renome da cirurgia de hérnia no Brasil e no mundo, abordando os principais trabalhos científicos da área.

Entre os temas de destaque estiveram as melhores técnicas para reparo das hérnias abdominais, cirurgias laparoscópicas e robóticas e indicação das próteses para evitar a recidiva da hérnia. Os casos complexos, com a realização de cirurgias ao vivo foi um dos pontos altos do evento.

Para o Dr. João Couto, a participação no Congresso “é uma forma de estar em contato com colegas do Brasil e do mundo, compartilhar informações e experiências, mas principalmente, conhecer o que tem de novo na nossa área e a nossa disposição”.

Comprometido em oferecer sempre o melhor para seus pacientes, o Dr. João Couto busca na participação de seminários e congressos também contatos para novos conhecimentos, além de conhecer novas tecnologias que estejam sendo disponibilizadas.

A REALIDADE BRASILEIRA

De acordo com os dados divulgados no Congresso, o Sistema Único de Saúde – SUS – realizou entre janeiro de 2015 e setembro de 2021, 1 milhão e 460 mil cirurgias de reparos de hérnias da parede abdominal. Este número teria sido maior se não fosse a pandemia, acreditam as lideranças da área médica. Em 2018 o SUS realizou 263 mil cirurgias, e em 2019 foram 268 mil procedimentos. Em 2020, primeiro ano da pandemia, foram 142 mil e em 2021, até setembro, 89 mil. Ou seja, o país tem hoje com certeza um grande número de pessoas precisando de tratamento de hérnias ou seja – cirurgias.

O Dr. João Couto explica que “a única forma de tratar hérnias é através de cirurgia”. Fala que a hérnia pode provocar dores na prática de exercícios físicos, ao realizar atividades corriqueiras, como caminhar. A orientação do médico é “ao observar qualquer alteração no seu corpo, busque ajuda médica, para atuar com antecedência, evitando que no futuro haja a necessidade de uma cirurgia de emergência, por complicações geradas pela presença da hérnia no local”.

 Informações apresentadas no evento dão conta de que 25,2% das cirurgias realizadas no ano de 2020 são cirurgias de hérnias abdominais de urgência ou emergência. Outro dado interessante é que o número de cirurgias eletivas de hérnia caiu 41,8% no mesmo ano, como reflexo do medo que as pessoas tiveram de enfrentar ambientes hospitalares em função da pandemia.

A Sociedade Brasileira de Hérnia – SBH entende que o número de casos de urgência no sistema público, muito diferente dos 3% do sistema privado, é também um reflexo das diferenças sociais, devido ao tratamento precoce feito de forma adequada quando se trata de paciente que tem plano de saúde, evitando o risco de complicações ao paciente, via planos de saúde.

Hérnias na virilha, um dos temas de destaque no Congresso

Um dos assuntos discutidos no Congresso foi a incidência de hérnias na virilha. De acordo com dados da SBH, as mulheres atingidas por hérnias femorais na virilha precisam de cirurgia de urgência em 17% dos casos. Já nos homens o percentual de casos que chegam à situação de emergência é de apenas 5%, e eles geralmente são acometidos por hérnias inguinais.

As hérnias femorais, que representam em torno de 25% dos casos de hérnia, sempre implicam em maior risco de complicações, como o estrangulamento e o encarceramento. As hérnias inguinais correspondem a 75% do total de hérnias abdominais da população.

No congresso foram apresentados números de pesquisas feitas na Suécia e Dinamarca que indicam que entre 36% a 39% das hérnias femorais em mulheres são operadas com urgência, contra os mesmos 5% entre os homens. O surgimento de hérnias femorais está associado a maior risco de necessidade de ressecção intestinal – o que ficou comprovado em 23% dos casos estudados pelas pesquisas.

O Dr. João Couto afirma que um dos aspectos trabalhados no evento foi quanto à importância de que diante do diagnóstico, os pacientes de hérnia sejam imediatamente atendidos, “porque especialmente quando se trata de hérnias femorais, é fundamental que a intervenção cirúrgica seja feita imediatamente, para evitar as complicações”. Dr. Couto lembra que “hoje, com as técnicas de laparoscopia e o uso de robótica onde for possível, podemos oferecer recuperação pós-operatória muito rápida e com o mínimo de desconforto para o paciente”.

0

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *