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Cálculos gigantes podem ser retirados por cirurgia videopalaroscópica?

Cálculos gigantes podem ser retirados por cirurgia videopalaroscópica?
Cálculos Biliares, Videocirurgia

Conhecimento, habilidade, tecnologia e o estado geral do paciente levaram os cirurgiões Dr. João Couto Neto e Dr. Luiz Carlos Nunes a fazer um procedimento cirúrgico com vídeocirurgia  para a retirada de pedra gigante na vesícula com sucesso.

CÁLCULOS BILIARES, UM DOS “MALES DA VIDA MODERNA”

Estilo de vida contemporâneo, com alimentação baseada em produtos processados e altos índices de gordura são um campo fértil para a formação de problemas de saúde como cálculos biliares, uma das chamadas “doenças da vida moderna”. “Vivemos em um mundo em que as pessoas buscam facilidades, e com isto acabam se alimentando de produtos processados, com muito açúcar e com excesso de gorduras de todos os tipos”, afirma o médico cirurgião João Couto Neto, uma das referências em Medicina na região do Vale do Sinos. Dr. Couto explica que cálculos biliares são partículas sólidas formadas a partir do excesso de colesterol secretado pelo fígado que se deposita na vesícula biliar. O colesterol é transportado junto com a bile para a vesícula biliar, onde se deposita e se transforma em material sólido, com a constituição de cristais, provocando dores abdominais.

Na primeira semana de setembro, o Dr. João Couto Neto e o Dr. Luiz Carlos Nunes depararam-se com uma situação que não é muito comum, mas acontece – a existência de um cálculo biliar gigante (foto). E aí vem a pergunta que não quer calar: cálculos gigantes podem ser retirados com o uso da técnica de videolaparoscopia? “E a resposta é sim”, explica o Dr. Couto, acrescentando que “a videolaparoscopia é a forma mais segura de extirpar os cálculos, porque é feita com uma incisão muito pequena no abdômen do paciente. É um procedimento seguro e devolve o paciente à vida normal também muito mais rapidamente”.

Dr. João Couto Neto e Dr. Luiz Carlos Nunes

FATORES DE RISCO MAIS COMUNS E TIPOS DE CÁLCULOS

Os cálculos biliares são resultado de diferentes fatores. Entre eles, idade avançada, ser do sexo feminino (as mulheres são mais acometidas pelo problema), obesidade, perda de peso em espaços curtos de tempo e realização de cirurgia para perda de peso. Histórico familiar também está entre os fatores de risco a serem considerados.

Há dois tipos de cálculos biliares – os cálculos de colesterol, são os mais comuns, eles têm a cor amarela e são compostos principalmente de colesterol não dissolvido, e os cálculos biliares pigmentados, que costumam ser marrons (formados nos dutos biliares) ou pretos (formados na vesícula biliar) e se formam quando a bile contém muita bilirrubina, composto produzido no momento em que o corpo quebra as hemácias do sangue.

Há casos em que os compostos de cálcio, a bilirrubina e outros materiais se acumulam, mas não chegam a formar cálculos, formando o que é chamado de lama biliar. A lama pode evoluir para cálculos biliares ou passar para o trato biliar e bloquear os dutos.

SINTOMAS

Os cálculos biliares (também conhecidos como litíase biliar), podem se formar e permanecer na vesícula por anos sem apresentar qualquer sintoma. Em torno de 80% das pessoas levam anos para apresentar as primeiras manifestações. Normalmente a dor, que é o primeiro alerta, surge quando os cálculos passam da vesícula para o duto cístico, ou o duto biliar, bloqueando o fluxo. A partir daí pode ocorrer inchaço na região, provocando cólicas na parte superior do abdômen, geralmente do lado direito, logo abaixo das costelas. Em alguns casos, pode ser difícil definir onde está localizada a dor, especialmente em pessoas com diabetes e em pacientes idosos. A dor costuma ser intensa, podendo causar náuseas e vômitos, o que obrigada o paciente a procurar ajuda médica.

DIAGNÓSTICO

Normalmente o médico suspeita de cálculos biliares a partir do relato de dor característica, localizada na parte superior do abdômen. Nestes casos, o exame que dá mais precisão na detecção de cálculos na vesícula biliar é a ultrassonografia. Quando os cálculos estão nos dutos biliares, o exame não é tão preciso, mas pode mostrar uma dilatação dos dutos decorrente da obstrução, contribuindo para a formação do diagnóstico. Outros testes podem ser necessários. Incluem, como ultrassonografia endoscópica, que permite a detecção precisa de pequenos cálculos biliares, ressonância magnética e tomografia computadorizada, para procurar cálculos na vesícula biliar.

COMO TRATAR

Cálculos biliares assintomáticos normalmente não são tratados – em alguns casos, podem ser naturalmente eliminados pelo próprio organismo. A partir do momento em que eles provocam dor, o tratamento vai depender de cada caso. Em algumas situações, o uso de medicamentos pode ser suficiente para dissolver. Em outras, o médico usa técnica endoscópica para remover os cálculos. Quando se trata de um paciente com crises recorrentes, ou quando a dor for muito intensa, o médico pode optar pela extração cirúrgica da vesícula biliar, uma técnica conhecida como colecistectomia, o que evita novas crises e não afeta a digestão.

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