post-title Apendicite, você já teve ou certamente conhece alguém que tenha tido.

Apendicite, você já teve ou certamente conhece alguém que tenha tido.

Apendicite, você já teve ou certamente conhece alguém que tenha tido.
Saber, Saúde

UMA INFLAMAÇÃO RELATIVAMENTE COMUM QUE PODE SER LETAL, SE NÃO FOR TRATADA CORRETA E IMEDIATAMENTE.

Apendicite, que é a inflamação do apêndice, é uma das doenças mais comuns entre adultos – estima-se que em torno de 5% a 10% da população mundial vai passar pelo problema em algum momento da vida.

         Mas o que é a apendicite, afinal? Trata-se da proliferação de bactérias que causam a obstrução do apêndice – pequeno órgão linfático, com o formato semelhante ao de um dedo de uma luva, que fica na primeira porção do intestino grosso. Um dos fatores de risco da doença está nos sintomas, que no início são muito semelhantes a dores que remetem a problemas comuns de mal-estar intestinal ou estomacal.

         Nas primeiras doze horas, uma dor difusa, espalhada por todo o abdome, confunde as pessoas. O sintoma mais claro da inflamação é quando a dor fica localizada do lado direito na parte baixa, próximo ao umbigo, momento em que fica claro que é necessário buscar apoio em algum serviço de atendimento de urgência.

         Se não houver intervenção cirúrgica imediata, e o apêndice for supurado, a infecção pode atingir todo o abdome, e causar uma infecção generalizada (sepse), levando o paciente à morte.

O tratamento para apendicite sempre é a cirurgia de retirada do órgão. A boa notícia, segundo o cirurgião geral João Couto, “é que atualmente, com as tecnologias que temos disponíveis, é possível retirar o órgão por videocirurgia, e possivelmente, liberar o paciente para voltar para casa com apenas 24horas de internação”.

É possível prevenir a apendicite?

         Existem formas de prevenir a apendicite? O Dr. João Couto afirma que: – “sabe-se que a incidência da inflamação é mais comum entre populações que têm alimentação pobre em fibras. Embora não haja garantias de que o consumo de fibras seja um antídoto contra a doença, podemos afirmar, com certeza, que os riscos diminuem muito para pessoas que as incluem em sua alimentação”.

          As estatísticas apontam que o quadro inflamatório infeccioso no apêndice costuma ocorrer com mais frequência em adultos em idades entre 20 e 30 anos.

Principais sintomas

         É importante prestar atenção aos sintomas que aparecem antes que a inflamação seja considerada aguda:

– Falta de apetite – o problema é que é um sintoma de qualquer quadro infeccioso, e por isto é difícil associar ao apêndice.

– Dor abdominal na parte baixa do abdome, na altura do umbigo. É uma dor localizada em um ponto especifico, que no início é fraca, mas vai aumentando de intensidade.

– Flatulência, indigestão, diarreia ou constipação.

– Mal-estar geral, que pode ser confundido com um problema alimentar.

– Febre.

– Náuseas, vômito e apatia.

         De acordo com o Dr. João Couto, “nem sempre é simples definir o diagnóstico de apendicite. Às vezes só com apalpação a gente já consegue saber, mas há casos em que precisamos fazer exames complementares”. Os casos em crianças são os mais difíceis de diagnosticar sem auxílio de exames, porque embora ocorra, nas crianças é mais raro o desenvolvimento desta inflamação”.

         Também nas mulheres pode ser mais difícil de diagnosticar. Como a dor da apendicite pode ser confundida com a dor de inflamação das tubas uterinas, do útero ou dos ovários, que também provocam dor do lado direito do abdome, normalmente se torna necessária a realização de exames de imagem.

Pandemia é preocupação dos médicos

         O temor de ser contaminados pelo Coronavírus e desenvolver a Covid-19 tem mantido pessoas de todas as idades afastadas dos consultórios médicos e principalmente dos serviços de urgência e emergência desde 2020. E esta é hoje uma grande preocupação dos médicos, de acordo com o Dr. João Couto. “No caso especifico de inflamação no apêndice, temos o risco real de morte, porque a rapidez com que atuamos na realização da cirurgia é fundamental para a sobrevivência do paciente”.

          Por isso, a recomendação do médico é de que “diante de qualquer dos sintomas que citamos, o paciente busque atendimento médico imediatamente. Uma apendicite não tratada a tempo pode suturar, podendo levando o paciente à morte em poucas horas”.

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