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O risco da substituição do médico e da consulta médica pelas pesquisas na internet

O risco da substituição do médico e da consulta médica pelas pesquisas na internet
Dr. João Couto Responde, Saber

A internet e os sites de busca, são uma conquista importante para a humanidade. Através destas pesquisas podemos resolver muitas de nossas necessidades. Encontramos ali, desde o melhor valor de um produto e onde encontrar até informações médicas sobre um sintoma ou uma doença. Em minutos, os sites de pesquisa oferecem milhares de fontes diferentes, com infinitas informações sobre todos os males que nos afetam.

E é aí que reside o verdadeiro perigo.
O “Dr. Google” é hoje o maior inimigo da medicina mundial.

Por quê? Porque, ansiosas para saber o mais rápido possível o que têm, as pessoas buscam nas pesquisas de internet as respostas para toda a sua angústia e dor. E muitas vezes deixam de ouvir seu médico, ou pior, deixam de buscar ajuda médica porque acreditam ter encontrado nas informações da internet todas as respostas de que precisavam”.

Só quem está no dia a dia dos consultórios sabe o mal que estas pesquisas podem fazer. A tendência natural do ser humano de querer buscar uma solução mágica é o maior inimigo da sua própria saúde. Porque, com base no que encontram em suas pesquisas, as pessoas definem seus diagnósticos, e começam a se tratar. No máximo, buscam mais informações com amigos e familiares, o que representa riscos muito altos para a sua saúde”, alerta o cirurgião João Couto Neto. Ou tomam a decisão de não consultar um médico, porque: “Vai passar!”.

O Brasil sempre teve índices enormes de automedicação ou de “esperar passar” mesmo antes das facilidades da internet. Com a ajuda do “Dr. Google”, sabemos que esta situação piorou de forma surpreendente.

Sintomas iguais para doenças diferentes

Estudo feito pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade – ICTQ – apontou que 40,9% dos brasileiros realizam autodiagnostico através de pesquisas pela internet. E a grande maioria se automedica com base nestas informações.

Um dos riscos do autodiagnostico e da automedicação a partir destas pesquisas está no fato de que A MAIORIA DOS SINTOMAS SÃO COMUNS A DIFERENTES DOENÇAS. Desta forma, tratamentos alternativos e/ou medicamentos sem a previa prescrição de um médico, podem apenas “maquiar” uma doença permitindo que ela avance silenciosamente. Isso, além de atrasar a cura, muitas vezes pode inviabilizar, quando se trata de questões mais graves.

Os perigos do autodiagnostico

Os índices de pesquisa mostram que atualmente, a cada 20 pesquisas realizadas na internet, uma é sobre saúde. E a busca por sintomas é a prevalência. Imagine o volume de pessoas que usam estas informações para se autodiagnosticarem, e consequentemente se auto medicarem.

Para nós, médicos, é importantíssimo que as pessoas tenham consciência de que a maioria das doenças precisam de vários exames para serem diagnosticadas. O médico usa a consulta para balizar o caminho que vai seguir na sua linha de pesquisa, através de exames particularizados, para saber o que realmente está acontecendo com o seu paciente”. Mesmo com todo o conhecimento absorvido durante quase uma década entre o curso de Medicina mais o período de residência, o médico precisa de exames minuciosos para chegar a um diagnóstico da maioria das doenças. Porque o uso de medicamentos pode acarretar efeitos colaterais e só com a certeza da doença que está atacando é que o médico pode receitar remédios, que atuarão de forma assertiva sobre a doença, sem afetar o funcionamento de nenhum órgão do seu paciente.

Lembrando que entre os exames solicitados sempre estarão os básicos, que mostrarão a situação geral de saúde de cada paciente, informação superimportante para definir medicações – estes chamados básicos mostram as particularidades de cada um.

Somente o médico pode determinar um tratamento

A busca sobre uma determinada doença não deve ser vista apenas de forma negativa. É importante que as pessoas tenham acesso a respostas sobre suas dúvidas e sobre as doenças que porventura possam ter. O risco está na transformação desta busca em determinação de tratamento.

“Nossa dica é que as pessoas usem estas informações para complementar o que ela recebeu do médico. E que nunca deixem de buscar uma consulta mediante qualquer sintoma recorrente ou duradouro. Sempre, em assuntos médicos, quanto mais cedo houver a intervenção de um profissional de saúde, com o diagnóstico correto e o tratamento adequado, melhores são as possibilidades de cura de qualquer doença. ”

Dr, João Couto Neto chama a atenção para o fato de que “só o médico vai saber, com base em exames complementares e no conhecimento do paciente, qual o tratamento para cada doença, respeitando as particularidades de cada paciente”.

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