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Medo de infecção pelo coronavírus leva pacientes de hérnia a protelar cirurgias, correndo riscos de complicações

Medo de infecção pelo coronavírus leva pacientes de hérnia a protelar cirurgias, correndo riscos de complicações
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Assunto que preocupa a comunidade médica em várias áreas, as chamadas cirurgias eletivas, que não são de urgência, mas que precisam ser feitas, estão relegadas ao esquecimento desde que iniciou a pandemia. Por medo de circular em consultórios e ambientes hospitalares, as pessoas estão deixando de fazer consultas de rotina e de acompanhamento de enfermidades existentes que já vinham sendo tratadas. E estão deixando de dar seguimento a processos de cirurgias também.

       Entre as cirurgias que estão sendo proteladas estão as de hérnia. O cirurgião João Couto Neto, reconhecido por sua atuação em cirurgias abdominais, afirma que “este é um erro que pode acarretar em sérias complicações para os pacientes, porque quando não são operadas, as hérnias podem trazer desconfortos, e até complicações sérias, que variam de acordo com cada caso. Uma das possiblidades é que a hérnia fique encarcerada provocando dor. Ela pode ainda ser estrangulada, provocando necrose na área e infecção, além de muita dor. Se ocorrer a necrose, a cirurgia que era eletiva passa a ser de emergência, e a situação representa riscos para o paciente.

       Hérnias são orifícios ou fraquezas na musculatura da parede abdominal pelo qual os órgãos intra-abdominais podem atravessar. No caso de encarceramento, uma parte do intestino pode ficar presa no buraco herniário, podendo inclusive causar uma obstrução intestinal.

       Já o estrangulamento ocorre quando uma parte do intestino se prende à hérnia, interrompendo o fornecimento de sangue, o que causa a necrose do órgão, e pode levar a uma infecção em toda a região, situação que pode inclusive colocar o paciente em risco de morte, alerta o Dr. João Couto Neto.

       Lembrando que hérnias de parede abdominal é uma enfermidade que atinge em torno de 20% dos brasileiros adultos. Hérnias são orifícios ou “falhas” (regiões onde a parede abdominal é mais fraca) na musculatura do abdome. Nestes espaços onde há imperfeições na parede, os órgãos intra-abdominais podem atravessar – normalmente os intestinos. Um dos pontos de maior fragilidade é o local de passagem do cordão umbilical, formando as hérnias umbilicais.

       O sintoma mais perceptível é o surgimento de um volume na região, causando um abaulamento (no formato de uma bola), que pode vir acompanhado de dor ou desconforto.

Preste atenção aos sintomas

       O Dr. João Couto Neto orienta pessoas que têm hérnias a prestar atenção a sintomas diferentes para que possam buscar atendimento médico em tempo. Entre os aspectos que precisam ser observados estão o caso de a hérnia ficar mais visível do que o normal, surgimento de dor que vai se intensificando de uma forma muito rápida. Se for observado que o abdômen está distendido, provocando uma sensação de estufamento, que o local da hérnia está endurecido, também é motivo de preocupação. Há situações em que o paciente apresenta quadro de náuseas e vômitos. Dor intensa e aumento do volume da hérnia é outro sintoma de que está havendo um agravamento da situação.

       Em todos estes casos, “a pessoa deve buscar um médico imediatamente, em um serviço de pronto atendimento”.

Brasil registrou queda de 53% em cirurgias de hérnias

       A direção da Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede Abdominal (SBH) chama a atenção para o fato de que os números do Sistema Único de Saúde (SUS) dão conta de que no período de janeiro a agosto de 2020, a registrou uma redução de 53% no número de cirurgias de hérnias abdominais no país. O número, que acendeu o alerta para uma possível explosão de emergências médicas a qualquer momento está entre as questões que fazem parte das preocupações da entidade atualmente. De acordo com o SUS, entre janeiro e novembro de 2020 foram realizados pelo sistema público de saúde um total de 125,1 mil cirurgias de hérnias da parede abdominal, quando no mesmo período de 2019 foram 267,1 cirurgias de reparo de hérnia abdominal.

       A preocupação dos médicos, segundo João Couto Neto, é de que “as pessoas podem sofrer complicações causadas por hérnias abdominais, que podem levar à gangrena, o que representa risco muito sério de morte”.

       Por isto, a orientação do médico é de que as pessoas nunca deixem de procurar o médico. João Couto Neto enfatiza que “diante da pandemia, devemos tomar todos os cuidados, como sair com máscara, usar álcool em gel, ficar em ambientes fechados apenas o tempo necessário, mas nunca negligenciar nossa saúde. O médico enfatiza que “trabalhamos durante toda a pandemia, sempre tomando todos os cuidados, e temos tido sucesso absoluto em todos os nossos procedimentos”.

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