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SER MÉDICO

SER MÉDICO
Comunicação, o que gosto

Que amo o que faço, todos os pacientes e amigos sabem… Algumas vezes, me perguntam por que e como eu me vejo como profissional. Na verdade, acredito na dedicação e cuidado com o outro e é esse meu pensamento.

Também acredito que se estamos conectados e gostamos do que fazemos, queremos sempre saber mais para ser melhor em nosso trabalho.

Muitas vezes, eu penso na minha vida profissional e minhas escolhas.

Penso que a função de todo médico é fazer com que seus pacientes tenham sempre as melhores condições de brincar de pega-pega com a vida e de esconde-esconde com a morte.

A relação paciente e médico começa pela palavra, ela é a melhor porta de entrada para uma avaliação terapêutica.

Ninguém decide ser médico se não tiver empatia com o sofrimento do outro. Se não o sente na própria pele e se não adotar àquela causa como o mais importante da sua vida naquele momento da consulta e segue assim no tratamento ou na cirurgia.

É preciso o paciente confiar em seu médico e cabe a ele passar-lhe certezas. Sem um elo assim, a corrente que os une torna-se frágil e, quando se trata de assuntos graves, o risco é alto demais.

A obrigação do médico é estar preparado pessoal e cientificamente, para buscar o melhor diagnóstico ao problema de seu paciente. Um diagnóstico errado é como pegar uma estrada que não leva a nenhum destino.

O relógio do médico não deve ter horas. Deve estar disponível, de forma presencial ou em pensamento, porque o verdadeiro médico é aquele que não descansa enquanto não encontrar a solução para problemas do seu paciente.

A dor do outro precisa latejar no médico, não como dor, mas como incentivo para a busca de soluções. Não há momento mais importante para o médico do que aquele em que o paciente retorna dizendo-se curado.

Não se trata de estar apaixonado pela profissão. Porque a paixão por vezes é provisória. Trata-se de muito amor! Nem é o amor que aprendemos na família, nossas mulheres, filhos, pais e mães, mas o amor ao outro. 

Esta pessoa que nos procura, entra como um estranho, mas ao sentar-se pela primeira vez na nossa frente, é como se algo mágico acontecesse.

E esta magia é a menor distância que médico e paciente podem percorrer em direção à sua cura.

Dr. João Couto.
Fevereiro 2021

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