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Sinais na Pele Precisam Ser Observados Com a Máxima Atenção

Sinais na Pele Precisam Ser Observados Com a Máxima Atenção
Saber, Saúde

VEM CHEGANDO O VERÃO
E OS SINAIS NA PELE PRECISAM
SER OBSERVADOS COM A MÁXIMA ATENÇÃO

Muitas pessoas ainda acreditam que as suas “pintinhas” representam apenas charme pessoal. Em alguns casos, contudo, elas podem ser sinais de problemas mais graves. Então, é muito importante que o seu médico examine seus sinais e, nos casos perigosos, providencie a retirada.

Na verdade, em média, todos nós apresentamos entre 40 a 60 pintas espalhadas por todo o corpo. Há ainda outros casos de pessoas com um número bem superior a esse, especialmente as que têm a pele mais clara: algumas bastante evidentes e outras que quase passam desapercebidas.

Nosso olhar médico, contudo, tem a capacidade de distinguir aquelas que são apenas pigmentação daqueles que necessitam de cuidados reais.

São muitos os motivos que levam ao surgimento dos sinais. Eles já se manifestam dede nosso nascimento ou podem aparecer depois de vários anos devido a diferentes razões, tais como exposição solar, a gravidez e ao uso de anticoncepcional.

Apesar de todas essas características, é de suma importância sempre analisar corretamente os sinais corporais.

Saiba mais sobre os sinais ou pintas

As pintas ou nevos melanócitos, como são conhecidas cientificamente, podem ser classificadas como pequenos tumores formados por melanócitos que não trazem nenhum malefício à saúde, de uma maneira geral.

Os melanócitos são os responsáveis pela produção da melanina – e quando essas células se concentram de maneira anormal na pele tem-se a formação da pinta. Se ela estiver em uma camada mais profunda da pele poderá se apresentar em tom mais azulado, contudo, de modo geral, as pintas são pretas ou amarronzadas.

De maneira geral, elas não indicam malignidade, exceto em casos específicos, quando se multiplicam fora de controle e podem vir a se tornar um melanoma

Em razão disto, quanto mais cedo pudermos fazer a detecção de uma pinta com tendência a se transformar em um melanoma, mais fácil poderemos retirá-la.

Quando a pinta deixa de ser um charme e se torna um problema?

As pintas são características muito importantes para algumas pessoas. Porém, em alguns casos, determinados sinais deixam de ser inofensivos e precisam de uma atenção especial. Nesse momento é importante você saber sobre as técnicas mais usadas para a avaliação dos nevos melanócitos. Saiba de algumas delas.

Regra do ABCDE

Uma das técnicas mais usadas pelo médicos para avaliar esses sinais é a regra do ABCDE:

A de assimetria: as pintas benignas possuem lados proporcionais;
B de bordas: no caso de um melanoma, as bordas são irregulares e apresentam linhas tortas;
C de cores: uma pinta maligna apresentará duas ou três tonalidades distintas;
D de diâmetro: sinais com mais de meio centímetro exigem atenção;
E de evolução: pintas com crescimento acelerado são mais perigosas.

Quantidade de pintas no braço

Além desse método, relativamente tradicional, existem outros que consideramos dentro do consultório.

Um estudo publicado no British Journal of Demartology, por exemplo, trouxe um dado interessante: um paciente que apresenta mais de 11 pintas no braço pode ter um risco aumentado para o desenvolvimento de melanoma.

Portanto, durante a consulta, costumamos realizar a contagem das pintas dos braços e também analisar os formatos delas, considerando apenas aquelas que são circulares e de coloração marrom escura (excluindo as sardas que são mais claras).

É claro que apresentar mais de 11 pintas não indica necessariamente que você terá câncer de pele, mas sim que você deve ser acompanhado e seus sinais investigados com mais atenção, já que suas chances para desenvolver a doença são maiores.

Mudanças nas pintas

Caso você note que há alguma alteração nas suas pintas, é preciso considerar essa informação. Os sinais que, com o tempo, sofreram mudanças significativas precisam ser levados ao conhecimento do seu médico para serem investigados.

Veja alguns dos indícios que devem chamar a sua atenção:
• alteração de cor (pintas que ficaram escuras ou apresentaram múltiplas cores);
• alteração no tamanho (elevação, crescimento ou diminuição);
• alterações ao redor da lesão (clareamento, vermelhidão ou inchaço);
• alterações sensitivas (ardência, queimação, coceira ou sensação estranha);
• sangramento;
• surgimento de novas lesões.

Características das pintas

Além de tudo isso, existem vários estudos que mostram que determinadas lesões têm mais chances de se tornarem melanomas do que outras:

  • os nevos congênitos (pintas que surgem no nascimento) têm mais chance de se desenvolverem em melanomas do que as pintas que surgem tardiamente, especialmente no caso de nevos maiores;
  • as queimaduras solares e pessoas que apresentam mais de 100 pintas no corpo também têm mais riscos de desenvolvimento do melanoma;
  • as pintas que surgem em mucosas (oral e genital) ou em áreas de traumas precisam de um acompanhamento periódico;
  • as pintas nas unhas têm um risco maior de se tornar malignas e podem também se manifestar como faixas escuras nas unhas.

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Quando a retirada de pinta é indicada?

Relate ao seu médico se perceber algum dos indícios citados ou ainda perceber qualquer pinta “fora do padrão”. Seu médico sempre irá lhe indicar se será necessário apenas acompanhar a evolução da mancha ou realizar a retirada de pinta.

Essa decisão pode envolver a necessidade de outros exames. Dermatoscopia

O mais usado é dermatoscopia: um exame que ajuda no diagnóstico e também na prevenção do câncer de pele. A avaliação é realizada por um dermatologista treinado e habilitado para utilizar o dermatoscópio, um instrumento que permite ampliar as lesões cutâneas.

Geralmente, os pacientes indicados para a dermatoscopia são aqueles com pintas características de melanoma ou lesões sobre as quais o médico ficou em dúvida e, por isso, necessita de uma investigação mais precisa.

As vantagens de investir nesse exame são inúmeras: mais credibilidade para a indicação da retirada da pinta, auxílio no diagnóstico do melanoma cutâneo, nos indica se a lesão precisa ser retirada com extensa margem de segurança ou não, permite o acompanhamento de lesões benignas (evitando biópsias desnecessárias) e oferece uma documentação digital das lesões.

Além dessas questões, é importante também avaliar a localização do nevo melanócito e você está no grupo de risco para câncer de pele. As áreas do corpo que merecem atenção são as pernas, o dorso e a planta dos pés.

Já os indivíduos com mais risco de apresentarem melanomas são os de pele clara que foram muito expostos ao sol, os pacientes com sinais muito escuros (principalmente aqueles grandes e irregulares) e pessoas com casos de melanoma na família ou com história pessoal de câncer de pele.

Quais são as técnicas mais usadas na remoção do nevo melanócito?

Depois de diagnosticarmos que um nevo melanócito pode ser um melanoma (ou tem chances de se transformar em um) é hora de realizar a retirada da pinta. Nesses casos, existem várias possibilidades que devem ser analisadas dependendo das suas características e da sua localização.

Em geral, as pintas pequenas e de fácil acesso podem ser retiradas de forma ambulatorial com anestesia local. Porém, lesões mais profundas e maiores podem precisar de um ambiente hospitalar – e em alguns casos até mesmo com o uso da anestesia geral.

Após anestesiar a pele, realizamos uma incisão ao redor da pinta, considerando a margem de segurança, e enviamos o material coletado à biópsia.

Nas lesões pequenas, a pele conseguirá se cicatrizar sozinha, sem a necessidade de pontos – é o que chamamos de “cicatrização por segunda intenção”, que é rápido e deixa uma cicatriz relativamente estética.

No caso das incisões maiores, a sutura deverá ser retirada entre 7 a 15 dias após a cirurgia e dependendo da localização e do tamanho da pinta poderá ser necessário o uso do retalho cutâneo. Se a incisão for muito grande e a técnica não poder ser realizada, é aconselhável o uso de um enxerto de pele.

Nessas situações, a presença de um cirurgião plástico pode ser importante, especialmente nos tumores em áreas expostas, como mãos, membros e face.

Cirurgia Micrográfica de Mohs

A cirurgia micrográfica de Mohs é indicada para lesões cutâneas mal delimitadas e maiores – e envolve a remoção do tumor e da margem de segurança com o auxílio de uma cureta. O material é analisado microscopicamente e o procedimento de curetagem é feito novamente, até que o exame microscópico não demonstre nenhuma célula cancerosa.

Em geral, essa técnica é mais aplicada em lesões em áreas sensíveis, como o rosto, para preservar maior quantidade possível de tecido saudável, evitando cicatrizes grandes ou desfigurações.

Outras técnicas importantes

Para lesões menores e menos agressivas, existem outras técnicas de retirada de pinta que podem ser usadas, como:

  • criocirurgia: promove o congelamento da pinta pelo uso do nitrogênio líquido. A vantagem é que não se usa nenhum tipo de corte, contudo a taxa de cura é menor do que a tradicional excisão;
  • curetagem e eletrodissecação: a lesão é raspada com a cureta e o bisturi elétrico promove a destruição das células cancerígenas;
  • cirurgia a laser: pode ser feita com erbium YAG ou laser de CO2 e é uma alternativa interessante para os pacientes com problemas de coagulação, já que a técnica não provoca sangramentos.

Como você pode ver, a retirada de pinta é um método cirúrgico e deve ser muito bem orientado pelo seu médico para que você também não sofra indevidamente por ganhar uma cicatriz feia. Contudo, quando houver dúvidas sobre a malignidade de uma lesão, essa excisão é sempre recomendada, assim como a biópsia do material colhido.

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