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Cirurgias eletivas – fazer ou não fazer?

Cirurgias eletivas – fazer ou não fazer?
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QUANDO REALIZAR SUA CIRURGIA ELETIVA

Primeiro vamos compreender o que são as cirurgias e, em especial, as eletivas

CIRURGIA DE EMERGÊNCIA – é aquela em que há risco de vida imediato ou a perda de um membro caso o paciente não seja operado rapidamente. Podemos considerar o prazo máximo de espera em até 6 horas. 

CIRURGIA DE URGÊNCIA – é aquela em que há risco de vida ou de perda de membro ou órgão, caso o paciente não seja operado no período entre 6 a 24 horas no máximo.

CIRURGIA ELETIVA – é aquela que pode ser postergada por até 1 ano sem causar problemas de risco de vida ao paciente.

Temos aqui uma nova situação importante:

–  CIRURGIAS ELETIVAS SENSÍVEIS ou CIRURGIA TIME-SENSITIVE são as que não se enquadram completamente em nenhuma situação acima. Desta forma, caso o procedimento seja adiado por um período de algumas semanas pode causar danos ao paciente.

“Sobre as cirurgias eletivas, é importante salientar que os pacientes não devem tomar a decisão de adiar cirurgias sem orientação médica.” Couto explica ainda que “para determinados procedimentos, cada caso deve ser analisado de maneira distinta, garantindo a segurança dos pacientes, pois existem consequências bastante desagradáveis. Alguns casos podem levar anos para serem desencadeados, entretanto outros podem levar meses ou dias. Cada situação é única”, esclarece.

“Tive vários casos de paciente com coletíase ou pedras na vesícula que ao tomar conhecimento do problema, marcaram de imediato a cirurgia, mas outros que resolveram adiar, foram forçados a operar após terem passado por dores extremas”, argumenta.

Couto fala ainda que “algumas cirurgias de hérnia, que ficaram em espera por decisão do paciente, acabaram os deixando em total estado de desconforto e alguns com risco de necrose”.

“Eu acredito que a decisão sobre adiar ou não uma cirurgia deve ser tomada de maneira individualizada. Essa é uma decisão que tem de ser discutida com o cirurgião responsável, com o paciente e com o hospital onde ele será operado, para pesar os riscos e os benefícios de se adiar uma cirurgia.”

Couto relata também que tem observado que os pacientes estão procurando as emergências para tratar de outras doenças em estado mais grave. “Estão aumentando as chegadas de pacientes já em situação avançada. As pessoas estão demorando muito de ir ao médico. No caso de apendicite, por exemplo, normalmente a maioria dos casos se descobre entre seis e doze horas, em razão do paciente sentir uma dor na barriga. Agora, estamos recebendo casos em as pessoas já estão sentindo dor há sete dias”, contou.

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