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Robótica na Medicina – uma revolução nos procedimentos cirúrgicos

Robótica na Medicina – uma revolução nos procedimentos cirúrgicos
Informativo

Hoje, quando precisamos de um procedimento cirúrgico delicado, sem dúvida, vamos escolher o melhor especialista possível e de nossa total confiança. Mas, se pudéssemos escolher entre ele operando ou com o auxílio de um robô, teríamos que avaliar os benefícios. Tendo ambos, certamente seria perfeito para um procedimento cirúrgico delicado e minimamente invasivo.

Contar com o conhecimento de um cirurgião especialista e com a tecnologia de última geração da robótica para um procedimento seguro, preciso, rápido e, além disso, com menos dor e trauma é o que a robótica vem ajudar a acontecer.

A Evolução da Robótica na Medicina

As cirurgias guiadas pela tecnologia de câmeras, como a laparoscopia, estão bem difundidas no Brasil e são realizadas por médicos há um bom tempo.

Aos poucos novos robôs são desenvolvidos dentro da mais modernas tecnologias e implementados no Brasil. A medida em que são adquiridos por centros cirúrgicos, os médicos necessitam estuda-los para atuar nessa nova realidade. A medicina avança a passos largos: em 2008 eram apenas três robôs e em 2018 passaram a ser 40.

O Brasil segue a tendência mundial em que as cirurgias robóticas serão uma opção cada vez mais presente de intervenção. Um estudo da Agência de Saúde de Michigan, EUA, publicado recentemente sobre a cirurgia robótica, apontou que o uso de robôs cirúrgicos subiu nos grandes centros do estado norte-americano de 1,8% em 2012 para 15,1% em 2018. A pesquisa, feita em 73 hospitais, também mostra que o maior aumento foi em cirurgias para resolver problemas de saúde comuns do aparelho digestivo, como a cirurgia de hérnia inguinal (aumento de 0,7% para 28,8%) e retirada de tumores do aparelho digestivo.

Crescimento impressionante no Brasil

De agosto de 2018 a fevereiro de 2020, houve um crescimento de mais de 90% no número de equipamentos de robótica cirúrgica instalados no Brasil; um salto de 40 para 76. A robótica cirúrgica começou a ser realizada no ano 2000 nos Estados Unidos e chegou ao Brasil em 2008. Nestes 12 anos foram realizadas mais de 30 mil cirurgias, contando com uma média de apenas 1200 cirurgiões certificados em mais de 14 especialidades médicas. Estas informações são da única empresa autorizada a comercializar os robôs no país. Mais da metade deles estão na região Sudeste, seguida pelo Centro-Oeste, Norte/Nordeste e menos equipamentos na região Sul. A maioria está na rede de saúde privada, mas hospitais públicos do Rio de Janeiro, São Paulo, Belém, Recife e outras capitais já contam com os equipamentos para atender a população. 

Dados do Programa de Cirurgia Robótica da maior rede de hospitais privados do país, mostram que o aumento de cirurgias gerais pela técnica é de 11,8%, do início do ano até agora.

A tendência é que a tecnologia se dissemine intensivamente nos próximos anos, quando encerrará o monopólio que existe hoje e outras companhias ingressem no mercado com soluções igualmente eficazes.

O uso da robótica na área da saúde tem crescido vertiginosamente devido às vantagens de sua aplicação, tanto para o paciente no aspecto clínico, quanto nos custos que envolvem a utilização dessa ferramenta.

Vantagens reais para pacientes:
– CIRURGIAS MENOS INVASIVAS;
– REDUÇÃO DE DOR E TRAUMAS;
– RECUPERAÇÕES MAIS RÁPIDAS;
– REDUÇÃO DO RISCO DE SEQUELAS.

ALÉM DISSO, A ROBÓTICA PODE DIMINUIR O TEMPO DE RECUPERAÇÃO DO PACIENTE EM DETERMINADOS PROCEDIMENTOS, EVITA COMPLICAÇÕES E GARANTE ROTATIVIDADE DOS LEITOS DE INTERNAÇÃO.

A tecnologia tem levado o segmento dos cuidados com a saúde a mudanças importantes.

Robôs X Médicos

  • Isso não quer dizer que os médicos serão substituídos por robôs. Os robôs não são autônomos, eles precisam de pelo menos um médico capacitado para lhe dar movimentos (isto sem falar da equipe médica de suporte à cirurgia). Desta forma, a tecnologia depende inteiramente e só funcionará com a existência do profissional habilitado para operacionalizá-la.
  • A robótica vem para ser uma extensão da mão do cirurgião e vai obedecer a seus comandos. Ainda com a vantagem de ter movimentos escalonados, que evita o tremor natural do ser humano, por mais experiência ou habilidade que ele possa ter. Assim, permite acesso a áreas mais delicadas do corpo humano e executa movimentos milimétricos, com a mínima chance de erros.

Técnica X Conhecimentos

  • A robótica em cirurgias iniciou na urologia, ginecologia e em alguns tipos de cirurgia torácica e abdominal. A técnica se tornou muito usada em procedimentos de retirada de vesícula por meio da laparoscopia.
  • Os conhecimentos médicos e as possibilidades técnicas levaram a robótica ao campo da neurologia. Intervenções no cérebro e em outras áreas neurológicas são, sem dúvidas, locais onde a precisão é fundamental.
  • A robótica amplia a potencialidade do cirurgião e tem outras possibilidades, como a habilidade exclusiva do robô de “girar o punho” em sete diferentes eixos e em 360 graus. Este preciosismo acaba deixando a cirurgia mais precisa e segura, possibilita máxima delicadeza, e proporciona acesso a regiões que não se conseguiria facilmente com o uso exclusivo das mãos e outros instrumentos.

Robótica X Medicina

  • São incontáveis os ganhos da robótica na medicina: um dos principais é o aumento de capacidade de visualização de estruturas anatômicas, seguido de excelente visualização da área em tratamento, através de microcâmeras e visão ampliada em 3D.
  • Em uma tomada de decisão intraoperatória em que é preciso ser rápido e assertivo, o processo poderá ser facilitado pela robótica, pelas suas diferentes possibilidades, desde a aplicação de corantes especiais, que podem ser determinantes na identificação de um linfonodo, vascularização ou via biliar, por exemplo.
  • Melhor ergonomia para o cirurgião: movimentos que poderiam ser complexos são executados de maneira simples e precisas. Maior acesso a cirurgias: movimentos minuciosos executados por robôs ampliam a possibilidade de realização de procedimentos complexos à mão livre

Capacitação Profissional

A busca por especialização na área da robótica cresce proporcionalmente aos avanços da tecnologia. Nos últimos sete anos as áreas de ginecologia, endometriose, cirurgia geral e aparelho digestivo são as mais procuradas.

Os médicos cirurgiões que querem ampliar os recursos em cirurgias buscam capacitação para oferecer a melhor qualidade ao seu paciente. Minimamente invasivas, as cirurgias são mais efetivas e com melhor qualidade de resultados técnicos e cirúrgicos.

Dr. João Couto com a palavra:


“Estou cursando online e presencialmente uma especialização para certificação na área.

Agora, para concluir a primeira etapa, estarei em breve me deslocando até o Hospital Santa Isabel na cidade de Blumenau para novos procedimentos robóticos práticos. No dia 22 de junho foram realizadas seis cirurgias com o robô-cirurgião Da Vinci Si onde assistimos online e todas foram um sucesso.

A recuperação dos pacientes foi conforme esperado pela equipe de cirurgia robótica. Um deles, no dia seguinte, estava se alimentando e sem queixas de dores. A programação era o paciente ficar até quatro dias no Hospital Santa Isabel, mas apenas dois foram necessários. 

Sobre os novos cirurgiões credenciados

Capacitação e Certificação

O Hospital Santa Isabel oferece Treinamento em Cirurgia Robótica para médicos que queiram se aperfeiçoar e se credenciar para realização dos procedimentos robóticos. Essa abertura faz com que, pelo menos, toda Santa Catarina faça parte do Programa de Cirurgia Robótica do Hospital Santa Isabel.

Estou honrado por ter sido incluído neste grupo. Esse treinamento não é a Certificação, mas o desenvolvimento teórico e prático que vai auxiliar o candidato à Certificação em Cirurgias Robóticas. A prova final, que certifica o cirurgião, é aplicada pela fabricante do robô (Intuitive) em Bogotá (Colômbia), ou Atlanta e Houston (EUA).

No final de semana dos dias 12 e 13 de julho aconteceu o Curso de Treinamento e Capacitação para Certificação em Cirurgia Robótica do Hospital Santa Isabel. Para se tornar um cirurgião robótico, o médico já precisa ser cirurgião em determinada área da medicina, para assim poder realizar os procedimentos pelo robô Da Vinci Si.

Robótica na área da saúde

1. Robôs na cirurgia

A robótica na medicina tem se mostrado uma parceria de grande sucesso, e um desses avanços se dá com a ajuda de robôs durante procedimentos cirúrgicos ou na monitoração dos parâmetros clínicos do paciente.

Por meio de um programa de computador, o robô executa procedimentos muito meticulosos, enquanto o cirurgião faz o planejamento do procedimento e apenas observa a sua execução, para ajustar alguns pontos caso ocorra algum imprevisto na evolução clínica do paciente.

Com esse procedimento, não haverá desvios na trajetória estipulada e planejada, alta segurança, rapidez e manobras incrivelmente precisas. Também pode-se evitar o nervosismo dos profissionais iniciantes frente à complexidade do caso clínico em questão.

Nas cirurgias mais complexas, os aparelhos robóticos contribuem para procedimentos menos invasivos e recuperação mais rápida. Isso porque a incisão cirúrgica é definida para a região específica, o que facilita significativamente o desempenho da cirurgia.

No Brasil, existem várias experiências de procedimentos de grande complexidade, como as cirurgias para câncer de pâncreas, intestino ou estômago, diverticulite, casos ginecológicos e de endometriose com comprometimento de outros órgãos.

Muitas intervenções, como as de próstata, útero, do aparelho digestivo e cardíaco e remoção de tumores na cabeça, já foram realizadas pela ação de robôs, alcançando grande sucesso e excelentes níveis de eficiência.

2. Braços robóticos

Pelos braços robóticos, mediante uma combinação de retroalimentação visual, tátil e auditiva, os movimentos das mãos de um cirurgião são reproduzidos fielmente pelos braços do robô, tornando o procedimento orquestrado e muito controlado.

O cirurgião se sente como se estivesse presente na cirurgia, podendo ter a sensação do tato e sentindo a firmeza dos tecidos que os braços do robô estão manipulando.

A câmera é afixada no robô de modo a se manter imóvel e reproduzir imagens 3D em alta definição, que são vistas com mais nitidez, facilitando os procedimentos mais delicados e reduzindo as chances de danos.

3. Telecirurgia

A Telecirurgia uniu dois recursos tecnológicos: a telemedicina e a robótica, o que possibilitou a ampliação do leque de serviços clínicos tanto no aspecto terapêutico, quanto de monitorização dos dados vitais do paciente.

Isso porque os robôs, na telecirurgia, podem representar um cirurgião operando na sala ao lado ou até mesmo a quilômetros de distância — neste caso, fazendo uso de tecnologias de transmissão via videoconferência.

Em lugares mais remotos, mesmo que um cirurgião não tenha tanta experiência em determinada cirurgia, pode ter o auxílio de um perito com sistemas de telemedicina, o que evitaria deslocamentos desnecessários de pacientes críticos para localidades mais desenvolvidas e garantiria menor impacto para o doente.

Com essa técnica, o cirurgião que acompanha a cirurgia pode interferir a qualquer momento, dando apoio ao cirurgião local, desde que tudo seja previamente estudado, considerando todos os riscos que comprometeriam a vida do paciente.

Para tudo isso, basta que haja um sistema de cirurgia robótica. Nenhuma cirurgia será impossível por causa de locais isolados, aumentando a produtividade e a eficiência das intervenções.

4. Telepresença

A telepresença é outra possibilidade de robótica nos serviços de saúde. Por meio de robôs instalados em diversos setores, é possível se comunicar com o médico e discutir intervenções menos urgentes.

Os robôs de telepresença podem funcionar por até 80 horas, sendo 20 horas de uso intermitente. Também podem se deslocar facilmente, possuindo sensores anticolisão. São conectados à rede WiFi do local e controlados por dispositivos móveis como tablets ou smartphones.

A função desses robôs é promover acesso rápido aos médicos especialistas, mostrar o resultado dos exames já realizados no paciente e discutir casos com a equipe de apoio, facilitando a tomada de decisão.

5. Robôs de enfermagem

A carga de trabalho da equipe de enfermagem é alta e requer atenção no cuidado do paciente, tanto em relação aos procedimentos, à administração de medicamentos, quanto na monitoração dos parâmetros vitais.

Por isso, os robôs de enfermagem vêm ganhado espaço para facilitar algumas atividades, minimizando as ações repetitivas e colaborando para que os enfermeiros se dediquem à situações mais complexas.

Nesse sentido, a ajuda robótica funciona para mensurar dados clínicos, aperfeiçoar o processo de administração de medicamentos e armazenar, via prontuário eletrônico, aquelas informações que podem ser acionadas pelos supervisores clínicos do plantão.

Benefícios do uso da robótica na área da saúde

O uso da robótica na medicina pode proporcionar vantagens clínicas e econômicas. De um lado, percebe-se maior precisão nos procedimentos, facilidade para fazer cirurgias a distância, além da possibilidade de contar o apoio de especialistas por videoconferência.

Sabe-se também que a automação dos processos antes executados repetitivamente pelos profissionais de saúde reduz erros preveníveis e aumenta a produtividade: fatores cruciais em um estabelecimento de saúde.

Além disso, a ferramenta automatizada nos procedimentos amplia o rol de serviços para um estabelecimento e inova ao desenvolver técnicas diferenciadas para resolver problemas clínicos.

A robótica na medicina diminui o tempo de internação, os riscos de infecções e o sangramento, menor agressão cirúrgica e menos traumas. Além disso, verifica-se que os grandes cortes são evitados, assim como as cicatrizes profundas e as hemorragias severas: os pós-operatórios são amenizados. Também se observam benefícios em outros campos de atuação da robótica na saúde, além daqueles direcionados à cirurgia.

Inteligência artificial em favor da medicina

Um cirurgião sentado em um equipamento robótico controla os braços mecânicos do dispositivo, que carregam uma câmera, pinças e outros instrumentos cirúrgicos – todos com menos de um centímetro. Pela câmera, ele enxerga tridimensionalmente de forma ampliada o interior do paciente. Com um console, ele controla os instrumentos que realizam a cirurgia, minimamente invasiva, com incisões de um a dois centímetros para passar o braço mecânico para o interior do corpo. Os movimentos realizados são impossíveis para uma mão humana. É assim que o robô Da Vinci opera.

A cirurgia com o uso de robôs chegou ao Brasil em 2008, e há atualmente 14 dispositivos do Sistema Cirúrgico Da Vinci. O SUS, inclusive, já incluiu a robótica no rol de procedimentos. O primeiro hospital a utilizar essa tecnologia foi o Instituto Nacional de Câncer, o Inca, que em agosto de 2015 completou 500 cirurgias feitas com o auxílio do robô Da Vinci.

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