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Você já adiantou seu relógio?

Você já adiantou seu relógio?
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O dia ficou mais longo. O horário de verão iniciou neste domingo (15) e termina no dia 20 de fevereiro.
Para algumas pessoas a mudança traz quadros de mal-estar, dificuldade para dormir, sonolência diurna, alterações de humor e até mesmo de hábitos alimentares. Para outros, significa apenas um dia aparentemente mais longo. Essas diferentes reações são decorrentes da mudança do relógio biológico e de alterações hormonais.

Em condições normais, os diversos ritmos do nosso organismo, como o ciclo vigília-sono e o ritmo de temperatura, estão sincronizados. É o chamado relógio biológico ou relógio interior. Por isso, quando há uma mudança brusca de horário, o organismo tende a se reajustar. Como cada ritmo tem uma velocidade própria de equalização, a relação de fase entre eles é alterada com a mudança do horário. É a chamada desordem temporal interna, que pode ocasionar sintomas que podem perdurar poucos dias ou se prolongar por semanas, só terminando quando a ordem temporal interna é restabelecida.

O nosso relógio interior pode funcionar de maneira matutina ou vespertina, influenciando diretamente na adaptação ao horário de verão. As pessoas que acordam de manhã bem dispostas e dormem cedo, ou dormem muito pouco são chamadas de matutinas. Já as que têm dificuldade de acordar cedo e funcionam bem à noite são as vespertinas. A diferença de perfis é ainda influenciada pela secreção de um hormônio, o cortisol, que dá a sensação de vivacidade.

Acordar com o dia ainda escuro afeta a secreção do hormônio melatonina, acionado pela falta de luz, alterando o metabolismo. Isso acontece porque os hormônios são regulados pelo ritmo do dia, pela claridade do sol e pela escuridão da noite. Com o horário de verão pode haver atraso nessa secreção, causando sonolência por alguns dias, o que pode ser perigoso para quem precisa estar alerta no trabalho.

No caso de idosos com problemas graves de saúde, a mudança no padrão do sono pode ainda aumentar a pressão arterial, mas isso acontece geralmente em casos extremos.

Então, para que não haja problemas, é importante seguir algumas dicas: dormir pelo menos dez minutos mais cedo a cada dia, durante dez dias antes da mudança de horário. A adaptação lenta e gradual segue o mesmo ritmo do relógio biológico, sem causar reações no organismo. Se isso não for possível, o ideal, é manter a qualidade e a regularidade do sono.

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